Este blog tem como objetivo reforçar e possibilitar a participação de todos os gaienses na vida política de Vila Nova de Gaia e Portugal. Apesar de ligada diretamente ao contexto partidário, a autora disponibiliza-se e pretende estabelecer um ponto de ligação entre todos gaienses e os seus representantes políticos. O mote será sempre perceber as dificuldades e preocupações gerais no sentido de agilizar a intervenção junto destes representantes a favor da comunidade.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
terça-feira, 10 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
COMUNICADO
COMUNICADO
No dia 27 de Abril de 2016, na Assembleia de Freguesia de Canidelo, a diretora técnica da Associação Social e Desenvolvimento Comunitário de Lavadores, no período destinado à intervenção do público, informou, com muita tristeza, o encerramento da Instituição que liderava, solicitando ajuda de todos os eleitos da Assembleia, na tentativa de algo se fazer para salvar a Associação.
Foram por ela demonstrados vários motivos que levaram ao encerramento da referida Instituição, que deixa no desemprego quatro funcionárias, assim como deixa sem assistência continuada os Idosos que estavam por ela salvaguardados.
Ficaram claros vários problemas que envolvem este encerramento, mas também ficou claro que a Instituição tinha viabilidade para continuar, desde que alguns problemas inerentes à gestão fossem resolvidos, e houvesse mais atenção por parte de algumas entidades responsáveis, tais como: Junta de Freguesia e Segurança Social.
Baseada no pedido feito, o PSD apresentou uma proposta a todos os eleitos da freguesia a saber:
- Um estudo sobre a viabilidade e recuperação da Instituição, trazendo de volta quatro postos de trabalho assim como, e muito importante, a continuidade dos serviços domiciliários aos nossos Idosos de Canidelo.
- Uma análise sobre o processo de encerramento, para se perceber o que correu mal, para se tentar fazer diferente, melhorando o seu funcionamento.
Atente-se que esta Instituição já conta com onze anos de existência, usufruindo de verbas do erário público, de sócios e de anónimos.
Enquanto o PSD esteve na governação da autarquia, esta Instituição manteve-se mas, lamentavelmente nestes dois últimos anos, com o PS no poder, a Instituição acabou por fechar portas. Estranha-se!
A proposta apresentada pelo PSD/CDS-PP foi a votação tendo-se registado com a CDU 9 votos a favor, 9 votos contra do PS e 1 voto de abstenção do BE. O empate deu origem ao voto de qualidade da Presidente da Mesa da Assembleia, que como Socialista votou contra. A proposta teve o resultado de “NÃO APROVADA” porque os eleitos socialistas assim o quiseram…
Tornar público esta atitude do Partido Socialista é no mínimo uma posição justa, mostrando à comunidade a falta de sensibilidade e de humanidade destes eleitos, para com um problema gravíssimo que afeta os nossos Idosos em Canidelo.
Deixamos para reflexão o seguinte:
Tornar público esta atitude do Partido Socialista é no mínimo uma posição justa, mostrando à comunidade a falta de sensibilidade e de humanidade destes eleitos, para com um problema gravíssimo que afeta os nossos Idosos em Canidelo.
Deixamos para reflexão o seguinte:
Quem falhou neste processo?
A Junta de Freguesia que não efetuou os esforços financeiros e logísticos, deixando a Associação fechar?
A Direção da Associação por falta de competência e má gestão?
A Segurança Social que nunca contribuiu e que para passar licença de prestação de serviços domiciliários, ainda exigiu gastos?
Assim, a dúvida da não aprovação de uma “Comissão de estudo e análise” fica no ar, pois mais não parece de que alguém quer fugir às responsabilidades.
Canidelo com mais de trinta mil habitantes, não tem um Lar, não tem serviços capazes de responder às necessidades. Recorre-se a empresas do exterior para prestação de serviços domiciliários. Onde vai parar a Freguesia de Canidelo? Condenada naturalmente ao insucesso sem nunca se encontrar responsáveis, escondendo-se sempre as verdades.
O PS disse NÃO a uma proposta onde todos os eleitos deveriam dar o seu contributo na resolução dos problemas da Instituição, tentando recuperar e viabilizar o seu funcionamento.
Porque é que o PS não quis ajudar a Associação Social e Desenvolvimento Comunitário de Lavadores?
O PSD lamenta, na certeza porém fica de consciência limpa, pois tudo tentou fazer apresentando uma proposta séria, responsável e humana, na salvaguarda daqueles que mais precisam.
Canidelo, com o encerramento da Instituição ficou verdadeiramente mais pobre…
Alcina Santos Silva
Presidente do Núcleo do PSD de Canidelo
terça-feira, 5 de abril de 2016
LIXEIRAS A CÉU ABERTO NO CENTRO DE GAIA: UM PERIGO PARA A SAÚDE PÚBLICA
Inseridos no contexto de uma civilização europeia do século XXI, torna-se difícil compreender o descalabro de um cenário horripilante ao qual os nossos olhos e narizes assistem diariamente: amontoados de lixo nos passeios que somos obrigados a ver e a cheirar, colocando-se deste modo a saúde pública em perigo.
Lixeiras a céu aberto encontram-se por toda a cidade de Vila Nova de Gaia. Poderíamos, sem qualquer dificuldade, enumerá-las a todas, mas o espaço que nos é destinado não permite contemplar a imensidão de lugares em que tal acontece. Escolheu-se como exemplo uma “lixeira” mesmo no coração da cidade, numa das ruas mais movimentadas e frequentadas: a Rua Marquês Sá da Bandeira. É lá que se encontra diariamente um cenário inacreditável nos tempos que correm, não só pela triste e nauseabunda paisagem que a todos afeta, mas também, e muito importante, por se tratar de uma questão de salubridade pública. O espetáculo da paisagem é degradante e reporta-nos a um quadro pintado como se de um território de terceiro mundo se tratasse, ou até mesmo de um retrocesso à época medieval. Para quem convive no seu quotidiano profissional com esta realidade, a invariável rotina consiste no seguinte: Pelas nove horas da manhã, os dois contentores da referida rua estão vazios mas, num curto espaço de tempo, os mesmos começam a ser utilizados até chegarem ao ponto de transbordar, tal é a quantidade de detritos que lá se depositam e que decorre da normal utilização quer por parte do relevante número de moradores, quer dos estabelecimentos comerciais. Incapazes de absorver tamanha quantidade de lixo, o espaço em redor dos contentores acaba também ele por ser pouco para tudo o que ali se amontoa ao longo do dia, tendo que se aguardar pela volta habitual do carro noturno responsável pela recolha para que o lixo seja retirado. Recorde-se que, nas horas de maior movimento, o lixo chega mesmo a ocupar todo o passeio! A poucos metros, convivem com esta realidade visual decadente, associada a um cheiro pestilento, restaurantes, cafés e outros estabelecimentos comerciais. E o comum transiente timidamente acaba por encontrar como alternativa o atravessar a rua para o outro lado, ziguezagueando numa gincana de detritos, gordura e maus-cheiros, causa potencial para desenvolvimento de pequenos “ecossistemas de bicharada”, num claro e evidente atentado à saúde pública. Numa rua tão central, calcorreada por pessoas de idade e crianças, faixas etárias tão vulneráveis, a exposição a bactérias ali concentradas, sobretudo na época veraneia onde o calor é o principal fator de disseminação de determinadas doenças, representa um exemplo paradigmático de um cenário inimaginável que deve, sem dúvida, ser objeto de questionamento, discussão e intervenção imediata. Mais do que nunca, e agora que se assiste por exemplo ao flagelo do Ébola que está a abalar o mundo, cabe-nos obrigatoriamente a responsabilidade cívica de um combate sério à propagação deste tipo de doenças (que se disseminam por via da falta de higiene pessoal e ambiental), atentando à necessidade de manter os espaços públicos limpos, desinfetados e devidamente tratados.
Adicionalmente, e não menos importante, este ruído visual e olfativo tem igualmente um impacto negativo em termos urbanísticos do ponto de vista do turismo. Numa cidade com mais de 300 mil habitantes (Censos, 2011), quem nos visita corre o risco de não encontrar uma paisagem de todo agradável e, com um olhar crítico, acabará por lamentar o que vê, porque não foi este o destino turístico que lhe “venderam”.
Tendo em conta este panorama, os governantes com responsabilidades locais não devem esperar pelo “grito do Ipiranga” da população para se consciencializarem de uma realidade que é da inteira responsabilidade da gestão autárquica. Será assim tão difícil resolver estes problemas, em si pequenos quando comparados com as consequências nefastas que daí possam advir? Será assim tão difícil e tão honorário arquitetar alternativas viáveis para conviver com as exigências de uma cidade desenvolvida do século XXI?
A título exemplificativo, podemos referir a possibilidade da construção de contentores subterrâneos que, segundo a legislação atual, se torna mesmo obrigatória nas urbanizações, de forma a acomodar o armazenamento do lixo dos seus habitantes. No entanto, e parecendo até paradoxal, o que a entidade urbanística camarária exige aos outros acaba por não cumprir, porque não desenvolve estas infraestruturas nos espaços públicos. Não ter políticas estruturadas para a resolução destes problemas é, no mínimo, preocupante. E não se desculpem os senhores que traçam os destinos de Gaia com a inexistência de verbas, porque é sabido que até existem, mas há que ter em conta as verdadeiras prioridades. Não basta ter poder, é preciso boa vontade e olho clínico para as necessidades prementes da população, agindo proativamente na resolução de problemas que afetam o bem-estar dos gaienses. É urgente formar políticos eficientes e informados, que estejam sensíveis a uma análise contextual holística e simultaneamente particular das autarquias que gerem. Como nos referiu há poucos dias D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal: “Um político genuíno é aquele que se esforça, aquele que não dorme nem come, para que se criem as condições mínimas e as comunidades sejam minimamente felizes”. Eu acrescentaria: não só minimamente felizes, como naturalmente mais saudáveis.
Autora do artigo: Alcina Santos Silva
Autora do artigo: Alcina Santos Silva
segunda-feira, 14 de março de 2016
Caros amigos.
O prometido é devido! Nesse
sentido, a formação que no fim-de-semana recebi, sobre “Mulheres na Política”,
devo dizer que foi frutífera e enriquecedora! Por isso, a partilha desses
conhecimentos vai ser aqui debatida de forma clara e proveitosa. Assim,
começava por lançar um tema que imagino ser de interesse geral:
“PROMOÇÕES DE FUNÇÕES NO
INTERIOR DOS PARTIDOS”
Questões:
Como são as e os membros dos
partidos promovidos no seu interior?
Por decisão da ou do líder
do partido?
Por decisão de decisores/as
ou consultores/as do partido?
Por contactos pessoais da ou
do membro com a/o líder ou decisores/as do partido?
Por lealdade, ambição,
dedicação?
Levanto também aqui a ponta
do véu:
Os procedimentos de promoção
estão descritos nos estatutos dos partidos?
Os procedimentos, tal como
escritos, são aplicados de forma transparente?
Há igualdade de
oportunidades para mulheres e homens para a promoção de funções dentro dos partidos?
Vamos lá! Fico à espera de
respostas e questões que possam melhorar o entendimento de como se gere um
partido e qual a nossa participação para melhorar o seu funcionamento…
ABRAÇO, Alcina
quarta-feira, 9 de março de 2016
"Mulheres na Política"
Caras amigas
e amigos.
Sabendo que as amarras e a mordaça que
ao longo dos anos foi uma constatação em prejuízo das mulheres, hoje felizmente
nesta nova sociedade o mesmo já não acontece… A liberdade de expressão e a
vontade da mulher seguir o caminho de opção, faz valer aquilo a que se chama
igualdade de género, um facto que tem de ser respeitado e colocado em prática,
acreditando que ninguém duvida de tal conquista, como sendo um “garante” para a
segurança e proteção dos
direitos adquiridos e equitativos para as mulheres. Todavia de nada servirá se
a mulher se imiscuir e não der voz às suas ideias, aos seus saberes e à sua
capacidade de intervenção no mundo que é de todos, mas muito seu!
Este fim-de-semana vou participar num
curso cujo tema é “Mulheres na Política” e as minhas espectativas são elevadas…
É de minha vontade posteriormente partilhar os conhecimentos que vou adquirir,
desde o momento que a recetividade e o interesse de todas e todos se manifeste.
Aguardem por notícias…
Vossa amiga,
Alcina Santos Silva
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